Há quase três meses, grandes recipientes de plástico são elemento estranho na paisagem de Granja, na Região Norte do Estado. Aos milhares, as estruturas se acumulam pela cidade – sobre praças, terrenos baldios e até canteiros de obras. Pode soar estranho em meio aos quatro anos de seca no Ceará, mas trata-se de mais de 2,2 mil cisternas de polietileno, prontas para instalação desde fevereiro e até hoje “encostadas” pela Prefeitura.
Com a finalidade de captar água das chuvas para uso da população mais pobre, os equipamentos estão sem uso desde que chegaram ao Município. Com isso, já deixaram de acumular quase toda a quadra chuvosa de 2015 - período entre fevereiro e maio que concentra o maior índice de chuvas do ano.
Os equipamentos fazem parte de parceria entre a Prefeitura de Granja e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) para a construção de 3.500 cisternas no Município. A reportagem tentou entrar em contato com o Dnocs para saber o valor total investido no projeto, mas não obteve resposta.
Segundo o Ministério da Integração Nacional, cada cisterna desse tipo custa - somando despesas de fabricação e instalação - R$ 5 mil, totalizando valor de R$ 17,5 milhões no caso de Granja.
Fonte: O Povo

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