quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Óleo essencial do alecrim-pimenta pode ser usado na prevenção da Doença de Chagas, afirmam pesquisadores da UVA, UFRRJ e Fiocruz


Uma pesquisa desenvolvida com óleo essencial, produzido a partir da espécie vegetal Lippia sidoides (Alecrim-pimenta) apontou o potencial da planta no combate ao barbeiro, inseto vetor da doença de Chagas. O estudo foi desenvolvido na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) pelo professor Geovany Amorim Gomes, do Curso de Química da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) como sua tese de doutoramento em Química e teve, ainda, a participação de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro (Fiocruz-RJ).

Após determinação da composição química no Laboratório de Química de Produtos Naturais da UFRRJ, o óleo essencial de Alecrim-pimenta e seus compostos – o monoterpeno timol e seu isômero carvacrol – foram submetidos, individualmente, a testes de atividades inseticidas com ninfas e ovos de Rhodnius prolixus (Barbeiro) no Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos da Fiocruz-RJ.

A análise química revelou que o óleo é constituindo de 22 componentes, sendo o timol o mais abundante. “Observou-se, que os produtos naturais testados apresentaram atividade ninficida, sendo esse efeito mais pronunciado para o caso de timol”, afirma o Professor Geovany, explicando que o óleo também tem ação ovicida. “Verificou-se que o óleo e os monoterpenos, também, inibiram a eclosão dos ovos, com atividade mais acentuada para o carvacrol”. 

No teste de atividade antifeedant, constatou-se efeito fagoinibidor nos insetos quando os mesmos se alimentavam de sangue contendo o óleo ou os monoterpenos, individualmente. No ensaio de atividade excretora constatou-se altas taxas de excreção para insetos que ingeriram sangue tratado com óleo ou carvacrol.

Os resultados da pesquisa estão descritos no artigo intitulado “Lethal and sublethal effects of essential oil of Lippia sidoides (Verbenaceae) and monoterpenes on Chagas'' disease vector Rhodnius prolixus” publicado na Revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, volume 112, de janeiro de 2017.

Também participaram da pesquisa: Marcela Barbosa Figueiredo; Patrícia Azambuja; Elói S. Garcia (Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos - Fiocruz-RJ); Jayme M. Santângelo (Instituto de Florestas, Departamento de Ciências Ambientais); Emerson G. Pontes (Departamento de Química - UFRRJ) e Mário Geraldo de Carvalho (Departamento de Química - UFRRJ).

Fonte: Assessoria de Comunicação e Marketing Institucional da UVA

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