Os protestos reuniram, ontem, manifestantes em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, entre outras cidades do País. Empunhados das mesmas bandeiras de quase um mês atrás, milhares de pessoas que vestiam camiseta oficial da seleção brasileira de futebol e pintavam o rosto de verde e amarelo pediam o impeachment de Dilma e o fim da corrupção.
Entre os gritos contra Dilma, o ex-presidente Lula e o PT, lideranças do MBL (Movimento Brasil Livre) e do Vem Pra Rua, dois dos principais organizadores dos atos pelo País, fizeram discursos críticos à oposição e cobraram de Aécio uma postura mais atuante e efetiva em favor do impeachment.
Os senadores tucanos Aloysio Nunes (SP) e José Serra (SP) também foram cobrados para que seja instaurado no Congresso um processo de impeachment contra a presidente, assim como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Todos eles se declaram contra o impeachment de Dilma.
Kim Kataguiri, coordenador nacional do MBL, disse que a oposição não pode continuar com “uma postura frouxa”. Já Renan Santos, outra liderança do MBL, criticou Aécio nominalmente e disse que o tucano “sumiu” nas últimas semanas.
No último protesto anti-Dilma, em 15 de março, as críticas à oposição foram inibidas pela presença de diversos tucanos na manifestação em São Paulo. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e os secretários do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido (Casa Civil) e Floriano Pesaro (Desenvolvimento Social), estavam entre os que compareceram à avenida Paulista.
Na ocasião, nenhum deles discursou, impedidos pelos movimentos que se dizem apartidários. Os deputados Paulinho da Força (SD-SP), Roberto Freire (PPS-SP), Jair Bolsonaro (PP-RJ) e seu filho, Eduardo Bolsonaro (PSC-RJ), que já compareceu armado a um dos protestos de oposição ao governo federal, eram os políticos presentes.
Fonte: O Estado
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