segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O profissional e os desafios da comunicação digital

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Dentre as inúmeras transformações pelas quais a nossa sociedade ocidental tem experimentado, uma das mais significativas, sem dúvida, tem sido a comunicação. A primeira grande revolução foi a de Gutenberg, ainda na idade média, quando inventou a prensa, capaz de reproduzir conteúdos impressos.

Depois vieram as ondas “hertzianas” que possibilitaram o desenvolvimento do telégrafo, do rádio e, em seguida, da televisão. Todas foram conquistas fantásticas, mas, a mais impressionante estaria por vir: a comunicação na Era digital.

O impacto permanente da comunicação nas sociedades pode ser facilmente constatado pela forma com a qual as pessoas e as organizações interagem, cada vez mais atingindo públicos maiores e mais heterogêneos. Se isso já era possível com a comunicação eletrônica, dá para imaginar os efeitos de uma comunicação, cujas características são, ao mesmo tempo individual, personalizada, e ainda capaz de atingir públicos gigantescos?

Pois é, essa é a comunicação digital, a revolução do Século XXI. 

Jornalistas, publicitários, relações públicas e profissionais de marketing, que trabalham a comunicação como instrumento para agregar valor às suas marcas, produtos e serviços, têm um enorme desafio nas mãos: lidar com as novas ferramentas da comunicação na Era digital e conseguir resultados muito mais expressivos do que os já alcançados.

Mas é preciso entender que as relações mudaram e a comunicação também. A força das redes sociais, por exemplo, mostra que não há mais limites para a comunicação, onde o receptor também é gerador de informações e crítico dos conteúdos.

Um dos grandes desafios para os profissionais de comunicação do Século XXI é produzir uma comunicação digital eficiente que, ao mesmo tempo, contemple as necessidades dos clientes de forma personalizada e que permita ainda uma interação com os stakeholders em tempo real.

Significa dizer que as empresas e organizações terão que utilizar todos os seus canais digitais, redes sociais, portais, blogs, canais de vídeo e áudio on demand etc, destinados a produzir conteúdos exclusivos e personalizados, com mensagens relevantes, que despertem a atenção dos interlocutores e os façam preferir a sua comunicação em detrimento da concorrência naquele momento da navegação.

Há muitas ferramentas cujos profissionais de comunicação e marketing podem lançar mão para conseguir os objetivos, como sites e portais bem produzidos, blogs especializados, hotsites, Google Adwords, Search Engine Optimization (SEO) e, claro, as redes sociais. Todavia, todas essas ferramentas precisam ser usadas de forma adequada, com planejamento, estudo de mercado e capacitação dos profissionais.

É importante enfatizar que, a comunicação da Era digital, possui a característica da interatividade, portanto, uma comunicação ruim, ou mal elaborada, pode gerar problemas de relacionamento e, em determinadas situações, uma crise de imagem.

Quem trabalha com a comunicação sabe que uma das grandes vantagens dessa área é que não existe rotina e muito menos deve haver acomodação. Sempre surgirá algo novo para aprender, para aplicar na comunicação e para nos exigir criatividade, esforço e proatividade para conseguir responder com sucesso as demandas, cada vez mais exigentes e pontuais, dos clientes, consumidores, parceiros e das organizações.

Nicolas Negroponte, um dos fundadores do Media Lab do Massachusetts Institute of Technology, escreveu no início dos anos 2000 o livro “A Vida Digital”. Essa publicação mexeu comigo, sobretudo quando afirmou há quase 20 anos que: “a mudança do átomo para os bits é irrevogável e não há como detê-la”. Está acontecendo, estejamos preparados.

- César Espíndola é Jornalista, consultor em Comunicação Corporativa e professor.

Fonte: Pautar

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